Queridas leitoras,
Há poucos dias, tive a felicidade de fotografar uma mamãe durante esse momento tão lindo que é a amamentação. Coincidentemente (ou será que não?) hoje recebi este interessante texto esclarecedor, falando que amanhã começa a campanha nacional pró aleitamento materno. Compartilho, devidamente ilustrado!
Beijos em todas, em especial às mamães!
Realizada de 1 a 7 de agosto, campanha nacional tem o
tema "Amamentar hoje é pensar no futuro”
Com
a principal finalidade de combater a mortalidade infantil, o aleitamento
materno protege de disfunções como diarreia e desidratação, reduz a morbidade
por infecções respiratórias e ainda fortalece o vínculo afetivo entre mãe e
bebê. E se atualmente existem muitas campanhas e incentivo, há algum tempo
atrás a prática não era tão disseminada entre as mulheres. O uso indiscriminado
de leite em pó, leite de vaca e mamadeiras desencorajou muitas mães a amamentar
seus filhos. Além disso, o mito de que o leite materno não era suficiente para
o bebê sendo necessário oferecer outros alimentos como água, chás, sucos e
papinhas também influenciavam na decisão de amamentar.
Somente
no final da década de 80, pesquisas começaram a apontar o leite materno como o
alimento mais adequado para o bebê. Porém, mesmo com o incentivo, a amamentação
ainda é uma prática que gera muitas dúvidas. Seja por medo ou falta de
informação, muitas mães não se sentem preparadas. “A falta de confiança materna
na capacidade de amamentar leva muitas mulheres a acreditarem ter pouco leite
ou ainda que o seu leite é fraco”, explica Laudiceia Scalabrini, enfermeira do Serviço de Amamentação do Hospital e Maternidade
Santa Brígida. A enfermeira destaca ainda que em muitos casos é necessário um aconselhamento
visando aumentar a autoestima e confiança da mãe com o intuito de ajudá-la a
vivenciar essa experiência de forma positiva e prazerosa.
Vale
destacar que as mulheres são biologicamente capazes de amamentar e mesmo sendo
um processo fisiológico, a prática é fortemente influenciada pelo ambiente
cultural e questões emocionais. E por não ser um ato puramente instintivo deve
ser aprendido tanto pela mãe quanto pelo bebê. “O aprendizado deve ser prático
e o mais precoce possível após o nascimento”, destaca Marjorie Feliz, pediatra
e integrante da Rede Amamenta Brasil, grupo de promoção, proteção e apoio à
prática do aleitamento materno.
PARTO SEM MEDO
Para
orientar as mães e suas famílias nessa fase de mudanças, no Hospital e Maternidade Santa Brígida (EM CURITIBA) é feito
um trabalho diferenciado durante todo o período de pré-natal com a oferta de
cursos para os casais e a criação de um Plano de Cuidados de Enfermagem
Individual, em que o profissional de saúde monta um planejamento específico a partir de dados obtidos por
meio do exame físico. “Neste momento o diálogo é importante para que possamos
conhecer um pouco de sua cultura, seus medos, suas angústias e experiências.
Isso nos permite identificar alguns fatores críticos que podem interferir na
prática da amamentação”, explica Laudiceia.
E
quando as mães estão com seus bebês na UTI Neonatal é importante oferecer uma
sala de esgota e um lactário. O trabalho inclui a coleta do leite materno para
a alimentação dos recém-nascidos, bem como orientações sobre a dieta adequada
da mãe, para evitar alimentos que tragam desconforto para o bebê. “Cada bebê
recebe o leite da própria mãe e elas têm um acompanhamento psicológico especial
já que os primeiros momentos de vida são passados separadamente da criança”,
conta Rosana de Souza, nutricionista responsável pelo lactário.
No momento da alta hospitalar as mães recebem ainda receitas de papinhas e
indicações para a alimentação a partir dos seis meses de vida.
PRIMEIRA MAMADA
Preconizada
pela Organização Mundial da Saúde, o ideal é que a primeira mamada seja feita ainda na primeira hora de vida. E para colocar o método em
prática, há cerca de um ano o Hospital e Maternidade Santa Brígida procurou se
adequar. A primeira medida foi o aumento do quadro de colaboradores seguida da
capacitação de toda a equipe por meio do Serviço de Educação Continuada. Assim,
a partir de um diagnóstico realizado com as mães, as enfermeiras e técnicas de
enfermagem levam o bebê para amamentar já munidas das informações de acordo com
cada perfil. Além disso, acompanham o processo para identificar as possíveis
dificuldades e já fornecer as primeiras orientações. A prática já trouxe os
primeiros resultados positivos. “A primeira mamada realizada ainda na primeira
hora de vida, além de possibilitar uma aproximação entre a mãe e bebê
encoraja a mãe para as próximas mamadas. Com essas medidas reduziu-se
substancialmente o número de internações por icterícia no hospital”, destaca
Vivian Crudo, gerente de Enfermagem e coordenadora do Projeto de Amamentação.