sexta-feira, 11 de março de 2011

Acordo no TRT-PR põe fim à greve dos trabalhadores na coleta de lixo de Curitiba


A audiência de conciliação foi realizada na tarde desta sexta-feira, no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná*

Após uma hora e meia de negociação no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, na tarde desta sexta-feira, os trabalhadores da Cavo – empresa responsável pela coleta de lixo e pela limpeza pública em Curitiba – concordaram com o patamar mínimo de 8,5% de reajuste para finalizar a greve, um dia depois de iniciá-la. O valor definitivo do reajuste, assim como as negociações referentes a outros 81 itens da pauta de reivindicação da categoria, continuarão sendo discutidos com a empresa até o dia 23 de março. Com o acordo no TRT, os trabalhadores assumiram o compromisso de voltar ao serviço ainda hoje. Caso não haja retorno imediato ao trabalho, a multa a ser paga pelo sindicato da categoria (Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Curitiba e Região – Siemaco) será de R$ 100 mil por dia.
A vice-presidente do TRT-PR, desembargadora Rosemarie Diedrichs Pimpão, lembrou aos presentes a importância das negociações para melhoria no ambiente de trabalho. “É preciso lutar por melhoria das condições de trabalho, muito mais do que pelo reajuste salarial”, enfatizou a desembargadora, responsável pela condução das negociações. Ela considerou precipitada a deflagração da greve, pois as negociações ainda estavam em andamento com a empresa. “Uma greve sem atenção aos requisitos legais traz efeitos negativos para os trabalhadores”, disse a magistrada.
O presidente do Siemaco, Manassés Oliveira, comunicou o TRT, no final desta tarde, que houve o imediato restabelecimento do serviço público essencial.
O Dissídio Coletivo de Greve foi ajuizado na noite de quinta-feira (10) e a audiência de conciliação foi designada com urgência, para que o impasse fosse solucionado o mais rápido possível, informou a vice-presidente.
Imperiosa a postura ágil adotada, dados os efeitos nefastos que atingiriam a população caso não fossem tomadas providências no sentido de garantir a preservação de atividade essencial, no caso, a coleta de lixo no Município de Curitiba”, concluiu.

*Recebido hoje, às 17:16 da Assessoria da Imprensa da Justiça do Trabalho do Paraná.
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