quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

HISTÓRIA DO CARNAVAL EM TIBAGI!

O MELHOR CARNAVAL DOS CAMPOS GERAIS!
Cadete põe os carros na rua e cria primeiro Carnaval em 1910

A coluna de causos e fatos históricos de Tibagi conta a origem e as curiosidades do maior evento do calendário municipal: o Carnaval tibagiano. Um século promovendo a alegria e contagiando foliões e turistas e que guarda muitas relíquias e curiosidades deste período curto de cinco dias, mas que fica eternizado na história da cidade.
Nesta primeira edição, uma homenagem ao fundador da folia tibagiana: Manoel da Costa Moreira, o Cadete.

O início
No século XVII os portugueses se armavam de baldes e latas cheias de água para se molhar. Era a época do entrudo, uma festa que chegou ao Brasil com a Corte e acontecia antes do início da Quaresma. Durava três dias de domingo até a terça-feira e, com o passar dos anos, outros ingredientes entraram na brincadeira: água suja, farinha, talco e ovos. Quem estivesse na rua corria o risco de ser atingido. Por isso surgiu em 1854 uma lei no Rio de Janeiro determinando que a partir daquela data o entrudo tinha de ser seco para não estragar as roupas mais custosas e não provocar desordens e confusão. E esse entrudo a seco se transformou no Carnaval brasileiro.

Em Tibagi
Em Tibagi no ano de 1910 houve aquele que foi considerado o primeiro desfile de Carnaval. Manoel da Costa Moreira, o Cadete, organizou os carros alegóricos carnavalescos com belas moças da comunidade vestidas com trajes luxuosos representando cada Estado brasileiro. Os carros eram todos enfeitados e puxados por cavalos. Alguns homens a cavalo e mulheres com máscaras e fantasias jogavam confetes e serpentinas. Essas carreatas eram chamadas de Corso e percorriam o traçado atual da praça da Matriz - antigamente as ruas não eram pavimentadas. Nessa época o Cadete organizava também serestas carnavalescas.

Cadete
Manoel da Costa Moreira ficou conhecido como Cadete, assim chamado por ter sido aluno da Escola Militar do Rio de Janeiro. Nasceu em Pernambuco no dia 3 de maio de 1874.
Excelente cantor e seresteiro foi amigo e companheiro de todos os grandes nomes da música popular brasileira da época, tais como Eduardo das Neves, Ernesto Nazaré, Mário Pinheiro Catulo da Paixão , que até se tornaram seus compadres.
Sua importância para a música Brasileira, porém, além da popularidade decorre do fato de ter sido o “primeiro cantor brasileiro a gravar em cilindros na Casa Edison” conforme seu primeiro catálogo datado de 1902.
Em 1906 fixou-se no Paraná, em Tibagi, onde em 1908 casou-se com Maria Candida Pinto Camargo. Cadete estudou Farmácia e chegou a diplomar-se como Prático em 1932. Abriu a farmácia Nossa Senhora de Lourdes. Devido sua popularidade foi eleito vereador da Câmara Municipal. Após ficar viúvo casou-se novamente em 1938 com Acelina Nocêra.
Cadete ainda cantou e encantou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em 1942. Nas noites quentes e enluaradas de Tibagi na década de 40, era comum ouvir sua voz possante e melodiosa ecoando até a praça da Matriz, distante cinco quarteirões de sua casa. Cadete faleceu em 25 de julho de 1960.
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